O Museu de Santa Maria de Lamas (MSML) oferece ao público um conjunto de opções dinâmicas, capazes de possibilitar ao público um contacto direto com as coleções que perfazem o seu rico, vasto e diversificado espólio.
Individualmente, em família ou mediante um grupo organizado, o público pode usufruir das habituais visitas gerais orientadas e que, entre muitos outros pormenores, explana a história do Museu, assim como os grandes destaques da sua exposição permanente.
O Museu tem no seu Serviço Educativo uma referência e atrativo em termos de qualidade teórica e lúdica, proporcionando ao participante uma sensibilização para a própria arte, sua diversidade tipológica, cronológica e temática, património cultural e respetiva conservação.
Ao longo do ano letivo, além do programa educativo permanente, o Museu promove atividades e visitas temáticas (complementadas ou não com oficinas de expressão plástica), jogos pedagógicos e oficinas alusivas às quadras festivas (Carnaval, Páscoa, Natal, etc.). O Museu associa-se igualmente a diferentes comemorações, tais como: Dia da Música, Dia do Turismo, Dia de S. Martinho, Dia do Teatro, Dia dos Museus, Dia da Criança, Halloween, entre outros. Fomentando atividades ou oficinas relacionadas com o contexto sociocultural do dia em questão, tentando, sempre que possível, associar as temáticas invocadas à sua coleção permanente.
Além destes serviços, o Museu promove os programas “O Museu vai ter contigo” e “A minha família vai ao Museu! E a tua?!” .
Visita geral orientada à exposição permanente
Diariamente – 09:30h-12:30h/14h-17:30h
Público-alvo: geral
Ingressos – Adulto: 4€; Seniores, Estudantes e Portadores de Cartão-jovem: 3€; gratuito para crianças com menos de 5 anos.
Marcação prévia obrigatória.
Popularmente apelidado de “Museu da Cortiça”, o Museu Santa Maria de Lamas constitui um caso particular na história da museografia portuguesa do século XX. Um acervo singular, recuperado e reorganizado a partir de 2004, que exibe perante o seu público coleções de Arte Sacra, Estatuária Portuguesa, Etnografia, Ciências Naturais, Esculturas em Cortiça ou aglomerado de Cortiça e Arqueologia industrial – maquinaria usada nos primórdios da Indústria transformadora de Cortiça – que evidencia, entre outros predicados, as potencialidades desta matéria-prima, bem como, a identidade da comunidade local. Um espaço socialmente ativo, cultural e pedagogicamente relevante, pela evocação de histórias e estórias, contribuindo dessa forma para aprofundar e divulgar o conhecimento do património português.
O mistério do desaparecimento das roupas do Sobreiro – Visita temática + História + Oficina de expressão plástica
Diariamente – 10h-12h/14:30h-16:30h
Público-alvo: Do Pré-escolar ao 2.º Ciclo (possibilidade de adaptação a outros grupos)
Ingresso: 4 €
Marcação prévia obrigatória.
Certo dia de Verão, num Montado de sobro alentejano, um grupo de homens de machado na mão tiram a “roupa” de um Sobreiro ainda novato. E, logo após, marcam nas suas costas um número com tinta branca. Cansado de esperar pelos homens que tardavam no regresso, pôs-se a caminho para os procurar. No seu percurso, encontra animais e outros sobreiros que lhe explicam para onde foi a sua “roupa”, isto é, a Cortiça. Depois de pensar com as suas bolotas, chega à conclusão de que há um Museu onde existe uma sala cheia de objetos feitos com Cortiça e que decide ir visitar…
Cortiça: Do montado para o mundo - Visita temática e Oficina de expressão plástica
Diariamente – 10h-12h/14:30h-16:30h
Público-alvo: 3.º Ciclo, Secundário, Universitário, Adultos e Seniores (possibilidade de adaptação a outro tipo de grupos)
Ingresso: 4 €
Marcação prévia obrigatória.
Conhecida e apreciada pelas suas potencialidades ímpares, a Cortiça é uma matéria-prima fascinante, onde praticamente “nada se perde e tudo se transforma”. Ligada ao Museu, ao seu criador, à freguesia de Santa Maria de Lamas, respetivo concelho e região, a Cortiça e as suas diferentes utilizações encontram-se em destaque numa das áreas temáticas do Museu. Potenciando parte do seu espólio e da sua alcunha de “Museu da Cortiça”, este espaço, partindo sobretudo do seu “Núcleo Museológico da Cortiça” – que combina Arqueologia industrial e Arte modelada em Cortiça natural e derivados – permitirá ao visitante a possibilidade de descortinar (mediante adaptação à faixa etária e ao nível académico em que se encontra), uma boa parte das características desta matéria e do seu percurso “Do Montado para o mundo”.
Visita sensorial – Visita temática + Oficina de expressão plástica
Diariamente – 09:30h-12:30h/14h-17:30h
Público-alvo: Geral e Crianças, Adultos e Seniores com necessidades especiais (possibilidade de adaptação a outros grupos)
Ingresso: 4 €
Marcação prévia obrigatória.
De modo a transformar a visita à exposição permanente do Museu numa experiência memorável, preparamos um percurso sensorial no qual o público será levado a conhecer os sons, as texturas, os tons, as cores e os “cheiros” que caracterizam o Museu, o seu espólio e a sua atividade diária (a conservação e restauro por exemplo). Assim, cada participante, envolvido pela variedade tipológica e temporal deste acervo, viajará, com recurso a todos os seus sentidos (visão, tato, olfato, audição, e, por vezes, o próprio paladar), entre a Pré-História, a Época Medieval, a Época Moderna e a Contemporaneidade; conhecendo Ciência, Arte e Indústria. Contactando, entre muitas outras sensações e objetos, com fósseis pré-históricos, materiais de produção ou restauro e réplicas de pormenores de talha dourada seiscentista e setecentista, de esculturas medievais, modernas ou contemporâneas. E ainda, com os cheiros, texturas, cores e sons típicos do Montado ou da Indústria transformadora de cortiça desde os seus primórdios aos dias de hoje.
Como preservamos o Museu? O que é a Conservação e Restauro? Qual a sua importância e finalidade? – Visita temática e Oficina de expressão plástica
Diariamente – 10h-12h/14:30h-16:30h
Público-alvo: Do Pré-escolar ao Universitário, Adultos e Seniores (possibilidade de adaptação a outros grupos)
Ingresso: 4 €
Marcação prévia obrigatória.
O Museu dispõe de uma equipa multidisciplinar que tem como função o estudo e a preservação do seu espólio. A preservação passa por ações diretas e indiretas, desde a limpeza do espaço expositivo, controlo ambiental das salas e ações de Conservação e Restauro, que têm como função primordial estabilizar os bens artísticos e patrimoniais. Nesta visita temática e oficina complementar, pretende-se que o visitante adquira um olhar mais profundo quando observa a obra de arte. O objetivo é demostrar, através de pequenas ações, que a obra de arte também envelhece e “morre” enquanto bem material e que a ação de Conservação e Restauro é fundamental para prolongar o bem artístico para as gerações futuras. Por forma a que toda a comunidade perceba e esteja sensibilizada e envolvida na preservação quer material (bens culturais / artísticos), quer imaterial (inclusive de memórias do Museu e do seu Fundador).
O papel de Henrique Amorim (1902-1977) na preservação da Arte e do Património. Um olhar sobre o colecionismo – Visita temática
Diariamente – 10h-12h/14:30h-16:30h
Público-alvo: Do Pré-escolar ao Universitário, Adultos e Seniores (possibilidade de adaptação a outros grupos)
Ingresso: 4 €
Marcação prévia obrigatória.
Partindo da explicação do conceito de “Colecionismo” e demonstrando a sua respetiva importância para o estudo e conhecimento de parte do historial dos bens materiais, científicos e artísticos deste acervo museológico, pretende-se que o visitante compreenda a importância da ação colecionista que Henrique Amorim teve para a salvaguarda, tendo em conta o contexto social e político da sua época vivência, dos bens artísticos, históricos e científicos que o Museu arquiva e expõe. E que, de outra forma, porventura se teriam perdido irremediavelmente.
Talha Dourada: Materiais, teoria e demonstração de produção e recuperação – Visita temática + Oficina complementar
Diariamente – 10h-12h/14:30h-16:30h
Público-alvo: Do Pré-escolar ao Universitário, Adultos e Seniores (possibilidade de adaptação a outros grupos)
Ingresso: 4 €
Marcação prévia obrigatória.
Dada a presença e grande profusão no Norte de Portugal, mas sobretudo na maioria dos espaços do museu, de talha dourada, bem como toda a sua importância para percebermos o contexto político-cultural e o desenvolvimento artístico do Barroco português, com esta visita pretende-se sensibilizar o público para a vertente de produção de uma das expressões escultóricas mais profícua de um arco temporal de cerca de duzentos anos. Extensível entre os séculos XVII a XVIII.
Por conseguinte, os conteúdos a explanar focam-se na compreensão dos processos técnicos e materiais associados à produção da arte da talha, nomeadamente da forma como era obtida a folha de ouro, a sua metodologia de aplicação (diferenciando inclusive e neste contexto expositivo muito peculiar, a presença de Talha dourada com folha de ouro verdadeira e purpurina), mostrando uma vez mais a importância da Conservação e Restauro na preservação desta técnica tão presente no património português.
A minha família vai ao Museu! E a tua?!
O Museu vai ter contigo…
Oficinas complementares associadas a todas as visitas temáticas direcionadas para a Conservação e Restauro
Em linhas gerais, esta proposta de atividade engloba o fornecimento, a cada participante, de pequenos cartões com reproduções de esculturas de Imaginária da Coleção de Arte Sacra do Museu, toscamente adulteradas neste formato, obrigando o visitante a desenvolver uma ação de descoberta pelo interior do espaço museológico, por forma a conseguir descobrir e identificar os respetivos originais.
Nesta opção, o público-alvo é levado a perceber que uma escultura (aqui, no decurso desta Oficina, uma reprodução de uma obra original da coleção do Museu, produzida em suportes e materiais díspares), ao longo do tempo sofre vários acidentes. Numa ação conjunta, pretende-se que o participante “vista a pele” de “Doutora / Doutor da obra de arte”, proceda a um diagnóstico e execute pequenas ações inspiradas na Conservação e Restauro do Museu, para devolver à escultura o seu aspeto original.
Dias Especiais
Visitas, jogos, teatros de sombras, oficinas de expressão plástica, exposições, entre outras iniciativas relacionadas com o contexto sociocultural do dia em questão. Tentando, sempre que possível, associar as temáticas invocadas à sua coleção permanente.
- Setembro – Dia do Turismo e Jornadas Europeias do Património.
- Outubro – Dia do Idoso, Dia da Música, Dia do Animal e Halloween.
- Novembro – Comemoração do dia de São Martinho, Dia da Floresta Autóctone.
- Dezembro – Natal.
- Janeiro – Festa das Fogaceiras.
- Fevereiro – Dia dos Afetos.
- Março – Dia da Mulher, Dia do Pai, Dia da Árvore e da Floresta, Dia da Poesia e Dia do Teatro.
- Abril – Dia do Livro Infantil, Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, Dia da Liberdade e Dia da Mãe.
- Maio – Dia da Família e Dia Internacional dos Museus.
- Junho – Dia da Criança, Dia do Sobreiro e da Cortiça, Dia do Ambiente e Santos Populares.
- Julho – Dia dos Avós e “Pequenos Artistas” – área temática do Museu na Viagem Medieval em Terra de Santa Maria.
- Agosto – “Pequenos Artistas” – área temática do Museu na Viagem Medieval em Terra de Santa Maria.
Quadras Festivas
Uma forma divertida e pedagógica de passar as férias escolares!
- Oficina de Natal.
- Oficina de Carnaval.
- Oficina de Páscoa.
- Oficina de Verão.
