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Esteve patente de 19 de junho a 17 de outubro de 2021

"Living Among What´s Left Behind” - Exposição de Fotografia de Mário Cruz

“Living Among What´s Left Behind” é o nome da exposição de fotografia do fotojornalista Mário Cruz que permaneceu durante todo um ciclo de programação do Basqueirart de 2021 nas salas do Museu de Lamas. Em Portugal, apenas dois ou três espaços tiveram o privilégio de a acolher. Percorreu capitais europeias como Bruxelas ou Roma, esteve exposta na Ásia, mais precisamente em Macau, e daí chegou a Santa Maria de Lamas pelas mãos do Basqueiral (numa coorganização do Museu e da Basqueiro – Associação Cultural). Este foi um motivo de grande orgulho, e, sem dúvida, acabou por configurar um contributo essencial para transformar o “nosso” Museu em verdadeiro centro cultural de referência, multidisciplinar, capaz de aliar futuro, tradição e memória.

Este trabalho fotográfico foi premiado em 2019 pela Word Press Photo na categoria de Ambiente e agrega imagens captadas durante um mês nas Filipinas. País no qual o fotojornalista retratou comunidades que vivem ao longo do Rio Pasig, declarado biologicamente morto na década de 1990. Testemunhando, desse modo e pela captação de imagem, uma situação extrema de pobreza e poluição ambiental.

Com o albergue desta exposição e respetiva envolvência criada, na qual uma tonelada de lixo recolhido localmente enquadrou de forma imersiva e sensorial a realidade difundida pela lente de Mário Cruz, o Museu evidenciou o cumprimento dos preceitos da dita “nova museologia”. Ou seja, revelou que é cada vez menos um lugar estanque, que assume não só a obrigatoriedade de preservar o passado, como a própria responsabilidade de, interpretando as nuances da educação patrimonial, emitir alertas, promover reflexões e despertar consciências para algumas das temáticas mais prementes da sociedade contemporânea e do futuro da humanidade.

SIC Notícias

Reportagem no Telejornal
17.07.2021

Jornal Público

Notícia
19.06.2021

Jornal Público

Fotorreportagem
13.09.2021

Quem não teve a oportunidade de visitar presencialmente a exposição in loco, pode fazê-lo virtualmente. Na ligação abaixo encontra, sem dúvida, um trabalho incrível da CAMERALEON, especialistas em “visitas virtuais” e a quem muito agradecemos o empenho e a dedicação. O trabalho em questão é merecedor de “visita”, através de um simples clique, por isso deixamos o convite para que contemplem a memória da exposição nesta perspetiva singular, percorrendo os corredores e observando cada uma das vinte e cinco fotografias que em 2021 foram aqui exibidas.

Exposição Virtual

Podem visitar virtualmente a exposição aqui

SOBRE O AUTOR DE ´LIVING AMONG WHAT´S LEFT BEHIND`

Mário Cruz é um fotógrafo focado em assuntos relacionados com a injustiça social e os direitos humanos.

Os seus projetos têm sido divulgados e reconhecidos um pouco por todo o mundo, destacando-se “Recent Blindness” – Prémio Estação Imagem 2014; “Roof” – Magnum 30 Under 30 Award, “Talibes: Modern-Day Child Slavery” – World Press Photo 2016, Picture of the Year 2016 – Magnum Photography Award 2016, Estação Imagem Awatd 2016, “Living Among Wat’s Left Behind” – World Press Photo 2019.

O seu trabalho tem sido publicado pela Newsweek, International New York Times, Washington Post, CNN, El Pais, CTXT e Neue Zurcher Zeitung.

É autor de dois livros:Talibes Modern Day Slaves, Fotoevidence, 2016; Living Among What’s Left Behind, Nomad and Fotoevidence, 2019

Website: http://www.mario-cruz.com/
Instagram: https://www.instagram.com/_mariocruzphoto/

Esteve patente de 04 de junho a 04 de setembro de 2022

“A Rota do Mediterrâneo"

“A ROTA DO MEDITERRÂNEO” foi o nome da assumidamente perturbadora exposição de fotografia que, no ano de 2022, permaneceu no MUSEU DE LAMAS durante um período de 3 meses, de 04 de Junho a 04 de Setembro.

Cedidas na sua totalidade pela Agence France Press, a agência noticiosa mais antiga do Mundo (na sequência de uma seleção criteriosa e exclusiva para este efeito), a exposição em questão contemplou nomes internacionalmente reconhecidos e premiados, como foram os do fotojornalista grego Aris Messinis, ou ainda o italiano Andreas Solaro.

Procurou descrever, nas suas diferentes fases, o drama da crise dos refugiados na travessia do Mediterrâneo, uma das rotas de migração mais mortíferas da história da Humanidade.

Ano após ano, a rota em questão continua a ser a última esperança para dezenas de milhares que procuram a fuga da guerra, da fome, da intolerância religiosa, das consequências das alterações climáticas e de um sem fim de violações dos direitos humanos. Muitos acabam por não conseguir.

Para a receber, o Museu de Lamas sofreu uma transformação com um conjunto de instalações artísticas distribuídas pelas suas múltiplas salas que prepararam os visitantes para o impacto da exposição em si. E que esteve alocada na última sala deste percurso museológico.

A envolvência criada na Sala da Cortiça, espaço que acolheu a exposição a que nos reportamos, não deixou ninguém indiferente. Como se percebe pelas reportagens fotográficas que documentam o resultado global da exposição de fotografia e instalações artísticas em seu redor (reportagens fotográficas acerca desta exposição da autoria de João Pádua e Leonardo Rodrigues), no âmbito do projeto expositivo da “Rota do Mediterrâneo”, esta sala e uma boa parte do Museu foram artisticamente transformados, por forma a proporcionar aos visitantes uma experiência imersiva. Obrigando-os, por exemplo, a caminhar sobre areia e sob a “superfície do mar” navegada por um desses frágeis barcos apinhados, que dia após dia e em condições sub-humanas atravessam o mediterrâneo, que em muitos casos se torna na sua própria sepultura, na esperança de um futuro melhor.

Esta foi mais uma organização conjunta do Museu de Lamas com a Basqueiro – Associação Cultural, que fez parte da programação do Festival Basqueiral e da linha iniciada na edição que o antecedeu, em 2021, da sua extensão artística, o Basqueirart. Linha programática na qual o Museu e a sua rede de parceiros privilegiados têm alargado o espectro de ação à consciencialização e ao debate de ideias sobre questões incontornáveis do nosso tempo.
A crise dos refugiados e da migração dos povos continua a ser, inquestionavelmente, um tema inadiável da Sociedade Global.

Esteve patente de 16 de junho a 24 de setembro de 2023

A Sociedade do Cansaço

“A Sociedade do Cansaço” foi o mote e o incitamento à reflexão de uma exposição que, através de diferentes formas de expressão artística, procurou retratar a época de velocidade e esgotamento em que todos vivemos.

Constituída por um conjunto de instalações artísticas levadas a cabo pelo Coletivo B_asculhart e por uma seleção de fotografia com trabalhos exclusivos da autoria do fotógrafo João Pádua. Um artista que foi desafiado a cristalizar, com a sua lente, momentos do quotidiano citadino representativos da voracidade da temática desta exposição.

No seu todo, este projeto adveio, novamente, de uma organização conjunta do Museu de Lamas com a Basqueiro – Associação Cultural, no âmbito da programação do Festival Basqueiral e da linha iniciada dois anos antes, na edição de 2021 da sua extensão artística, o Basqueirart. Ramificação programática que, recorde-se, almeja alargar o espectro de ação à consciencialização e debate de ideias sobre questões incontornáveis do nosso tempo.

Mecenas da Exposição: Veolia.

Esteve patente de 13 de novembro a 30 de dezembro de 2023

O Renascer das Cinzas - Leonor Trindade Sousa

A Fénix é uma ave lendária, com origem remota na antiguidade clássica, mais precisamente na mitologia grega.

Fabulosa, possuía uma força sobrenatural que lhe permitia o transporte de cargas pesadíssimas durante o voo; porém, a sua principal característica residia na capacidade de viver séculos a fio, de ser queimada, morrer e de imediato renascer das próprias cinzas.

Tal como a ave Fénix, eu, Leonor Trindade Sousa, enfrento grandes “tempestades” e renasço sempre que me levanto, cada vez que me supero ou sempre que me reencontro. É assim, também, no que à minha arte diz respeito. Em cada traço ou projeto, experimento, desenvolvo e utilizo técnicas combinadas com diversos materiais para elaborar as minhas obras. Essas mesmas produções, por si só, constituem um reflexo do meu estado de espírito, no qual a inquietude, a vontade de me reinventar e a esperança de captar ou contribuir para um mundo melhor, são valores inalienáveis.

Sou, por isso, aquilo que a vida faz de mim…

Sou o resto de tudo e o princípio de muita coisa…

Esteve patente de 24 de fevereiro a 24 de março de 2024 

Planters Verden  - Abel Silva

Planters Verden foi a primeira exposição individual do Artista e Professor Abel Silva (natural de Duas Igrejas, onde nasceu em 1961) a ter lugar no Museu de Lamas. 

Formado em Artes Plásticas (Pintura), pela Escola Superior Artística do Porto (ESAP), desenvolve atividades criativas nas variadas disciplinas das Artes Visuais. Expõe desde 1978 e foi docente durante vinte e cinco anos no Colégio de Lamas. Retomou, em 2017, as atividades artísticas a tempo inteiro. Pelo que tem participado recentemente em várias exposições coletivas. 

Nesta Exposição prevaleceu a vontade de mostrar a produção do Artista em 2023, expressamente pensada e desenvolvida para este Museu e para a própria ambiência singular do local de exibição das obras. Como linhas de orientação para a sua vida artística, utiliza frequentemente o Acaso e a Matemática. Sendo um exemplo do primeiro, a influência que teve o livro A Revolução das Plantas de Stefano Mancuso no que concerne ao presente projeto, onde se explora o Mundo das Plantas nas nove pinturas exibidas. Conceptualmente, cada uma das nove produções artísticas expostas acabam por se focar na vida das plantas em permanente luta pela sobrevivência. A cada planta representada, associa-se um elemento gráfico que une todos os seres vivos: a “pseudo-espiral” de Fibonacci. Subentende-se ainda, uma ligação próxima ao Barroco, período artístico dominante neste Museu, durante o qual o Mundo das Plantas assumia particular destaque, nomeadamente nas Artes Visuais. Esta exposição pretende ser uma oportunidade de reflexão e de discussão sobre o Mundo das Plantas. Sempre presente e sempre ignorado, mas tão importante para os outros seres vivos.

Esteve patente de 18 de maio a 18 de agosto de 2024

Danos colaterais

O conflito armado que, desde outubro de 2023, fustiga o povo palestiniano da Faixa de Gaza, em formato Exposição/Instalação Artística, naquela que foi uma estreia exclusiva em Portugal, pela lente dos fotojornalistas da agência noticiosa mais antiga do Mundo. 
Conjunto de fotografias reunido pela primeira vez em formato Exposição/Instalação Artística capaz de nos recordar, mediante a súmula entre a captura/imobilidade de fragmentos do tempo e a ambiência de destroços ou despojos reunidos para enquadrar as imagens em questão, que a indiferença potencializa a barbárie. Centra-se no caso concreto do conflito armado que, desde outubro de 2023, fustiga o povo palestiniano da Faixa de Gaza, exemplo extremo de como o massacre diário de vítimas inocentes se transforma numa banalidade. 

No final de fevereiro de 2024, o número de mortes ultrapassava já as trinta mil, numa contagem incessante e sem fim aparente à vista. Cedidas na sua totalidade pela Agence France-Presse (AFP), a agência noticiosa mais antiga do Mundo, na sequência de uma seleção criteriosa e exclusiva do trabalho de vários dos seus fotojornalistas, que desde a primeira hora acompanham o conflito, as impactantes fotografias desta exposição permanecerão no Museu de Lamas durante pelo menos três meses.

Esta foi mais uma ambiciosa organização conjunta do Museu de Lamas e da Basqueiro – Associação Cultural, dando sequência a uma parceria entre as partes da qual, entre muitas outras colaborações, se têm destacado as exposições que, ininterruptamente, desde 2021 e inseridas no ciclo de programação Basqueirart, são apresentadas ao público no espaço outrora conhecido como a “Sala da Cortiça” do espaço museológico lamacense. “Living Among What´s Left Behind”, do fotojornalista Mário Cruz, premiada pela World Press Photo, assim como a “A Rota do Mediterrâneo”, também da AFP, distinguida pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM) como a Exposição Temporária do Ano de 2022, são duas das coproduções do Museu com a Basqueiro – Associação Cultural que já se apresentaram em Santa Maria de Lamas e não deixaram ninguém indiferente.

À semelhança das edições anteriores, a sala que acolheu a Exposição, foi alvo de uma transformação artística total, procurando-se proporcionar aos visitantes uma experiência mais aproximada da realidade retratada pelas fotografias. O mote manteve-se, utilizar a arte não apenas como mero meio de entretenimento dos sentidos, mas também como veículo para a consciencialização e debate de ideias sobre questões incontornáveis do nosso tempo. 

Esteve patente de 25 de maio a 10 de junho de 2024

25 dias para a Liberdade - Marta Nunes

“25 dias para a Liberdade” consiste em 25 dias, traduzidos em 25 desenhos de ilustrações, que foram ilustrados com conquistas e significados partilhados com a autora, precisamente por pessoas que acompanham o seu trabalho. Porque a Liberdade conquistada em abril permite que hoje se possa participar e dar opinião com esta facilidade, que isso seja visto como algo precioso e não banalizado. Este conjunto é encerrado com algo que devemos lembrar: A Liberdade é de todos, feita por todos e para lutar todos os dias.

Biografia da autora

Marta Nunes nasceu na primavera de 1984, em Lousada. Formada em Arquitetura pela Universidade da Beira Interior é ainda, durante o curso, que surgem os primeiros trabalhos de ilustração para publicações. Desde 2010 que participa em exposições coletivas e individuais, mas desde 2019 que a ilustração tem sido cada vez mais a sua principal atividade, onde o interesse pela tradição e cultura portuguesa marcam alguns dos seus trabalhos. As expressões, as pessoas e os ofícios tradicionais são o que mais a inspiram na construção de narrativas, mas também os objetos do quotidiano e a poética dos dias úteis. É membro do “Portugal Manual” desde 2021.

Esteve patente de 04 a 31 de outubro de 2024

Expressões e Emoções - José António Stréna

“No início, a ideia da obra coabita em harmonia com os materiais selecionados. Na execução, todo o processo criativo evolui nas suas correlações e plasticidades…

A perceção visual e as emoções criadas são absolutamente inseparáveis. A “leitura” das imagens é, não só uma função cognitiva, mas também um canal significativo para a expressão e interpretação emocional.

Pretendo, com esta exposição, desafiar o visitante, com a sua memória na bagagem, a uma viagem inspiradora e cujo raciocínio necessário à verbalização das imagens são o principal meio de transporte”.

Esteve patente de 6 a 8 de dezembro 2024

“Insurgências” - Mostra Nacional Jovens Criadores (MNJC)

De 6 a 8 de dezembro de 2024, a Mostra Nacional Jovens Criadores (MNJC) chegou a Santa Maria da Feira, reunindo centenas de jovens artistas, de diferentes regiões do país, em seis espaços de referência do concelho.

Durante três dias, os 136 participantes mostraram o que de melhor se faz nas artes emergentes, com apresentações em 15 áreas artísticas: Arte Têxtil, Cinema, Cruzamento Disciplinar, Dança, Declamação, Escultura, Fotografia, Gastronomia, Humor, Ilustração, Literatura, Moda, Música, Pintura e Teatro.

As exposições, concertos, espetáculos e sessões de formação vão acontecer no Museu de Lamas, Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira, Cineteatro António Lamoso, Orfeão da Feira, Centro de Criação Imaginarius e Cervejaria Norte.

A exposição “Insurgências”, patente no Museu de Lamas, deu a conhecer as obras artísticas selecionadas da Mostra Nacional Jovens Criadores de 2024, nas áreas de arte têxtil, cruzamento disciplinar, escultura, fotografia, ilustração e pintura.

Organizada em 4 áreas temáticas, a exposição convidou o público a repensar a forma como entende o mundo, propondo um percurso expositivo onde se questionaram construções sociais, se repensaram os laços do quotidiano, se expuseram os conflitos entre o real e o digital e se redescobre a natureza.

Esteve patente de 1 a 31 de março de 2025

"Revolução e Mulheres" - Movimento Democrático de Mulheres de Aveiro (MDM Aveiro)

O MDM Aveiro voltou a escolher o Museu de Lamas para acolher mais uma das suas exposições temporárias. Com o título “Revolução e Mulheres” a exposição que esteve patente numa das vitrinas do Gabinete das Ciências Naturais e na “Sala multiusos” do Museu, deu ênfase à vida, à obra e à luta de Maria Lamas (1893-1983), uma das mulheres mais notáveis do século XX em Portugal, tendo sido uma das fundadoras e primeira signatária da criação do próprio MDM. Destacando-se enquanto escritora, jornalista, investigadora e lutadora pela paz, pelos direitos humanos e pela igualdade e emancipação da mulher em tempos de ditadura.

A exposição teve uma sessão de abertura pelas 11h do dia 1 de março, permanecendo em exibição até ao dia 31 do mesmo mês. Além da exposição, por forma a assinalar os 50 anos (1975-2025) da primeira comemoração nacional do Dia Internacional da Mulher, o MDM promoveu nas instalações do Museu um debate pelas 21h do dia 28 de Março.

Esteve patente de 02 de maio a 01 de junho de 2025

Passos Pequenos - Gustavo Sanches de Castro

“Passos pequenos” apresentou algumas obras realizadas ao longo de 6 anos e também as mais recentes criações de Gustavo Sanches de Castro, explorando a premissa “o meu percurso é feito com pequenos passos, dedicação, sentimento e consiste na exploração do Expressionismo abstrato e da tinta que escorre pelos meus dedos diariamente”. Gustavo Sanches de Castro, nascido em 1986, é um artista plástico natural de Espinho, tendo iniciado a sua carreira em 2018. A sua arte é marcada por uma abordagem expressionista e abstrata, refletida na sua técnica de “drip painting”.

Procura explorar e harmonizar experiências e ambições, inspirando-se em sentimentos, rotinas, música e questões existenciais, utilizando uma rica paleta de cores e texturas que são essenciais no seu trabalho. O artista absorve a complexidade do mundo à sua volta e transforma esse caos em força criativa. Utiliza os dedos como uma extensão de si mesmo, dando forma ao caos e alinhando a desordem para criar obras que são tanto inquietantes como serenas. Para Gustavo, a sua arte é uma expressão íntima da sua própria existência, um processo dinâmico e vivo que resume como “um pedaço de mim”.

Esteve patente de 13 de junho a 31 de agosto de 2025

Metamorphosis - Surya

Surya é uma artista plástica cuja expressão se revela através da pintura a óleo. O seu projeto principal, “Metamorphosis”, mergulha na transformação interior e na fluidez da identidade, explorando a conexão entre corpo, alma e natureza. A sua obra tem sido apresentada internacionalmente, com exposições em Nova Iorque, Suíça e Portugal, conquistando olhares atentos e despertando reflexões profundas. Ao longo do seu percurso, participou em diversas expedições criativas, que alimentam a sua paleta com experiências vividas e atmosferas únicas. Inspirada pelo movimento constante da vida, Surya traduz na tela emoções que não se dizem em palavras. A sua pintura convida ao silêncio e à contemplação, como se cada obra fosse um espelho do invisível — um momento de metamorfose suspenso no tempo…

Esteve patente de 06 de dezembro de 2025 a 31 de janeiro de 2026

"… 20 Anos Depois” - Pereira Lopes

Seguindo o destino das Minas de São Pedro da Cova, da Companhia de Carvões do Cabo Mondego ou das Minas de Lenhite de Rio Maior, as Minas do Pejão viram os seus portões fecharem-se nos últimos dias de 1994. Ao longo de 108 anos de atividade contínua, esta foi a mais importante exploração de carvão da chamada Bacia Carbonífera do Douro, assumindo-se como a principal referência identitária, não só do concelho de Castelo de Paiva, mas de toda a região. Ditado pela lógica da concorrência, assente em critérios economicistas e sustentado pela insensibilidade do Governo de Aníbal Cavaco Silva, o encerramento das Minas foi dramático, lançando centenas de pessoas no desemprego, numa zona deprimida, que vivia à custa da mina e onde não havia mais nada. Vinte anos volvidos sobre o fecho das minas, o fotógrafo avintense Pereira Lopes embarcou num projeto pessoal de recuperação de estórias e memórias, ao encontro da “família do Pejão”. Foram dez meses de preparação, aos quais se juntaram outros tantos de trabalho de campo, daí resultando “O Pejão… 20 Anos Depois”, conjunto de belíssimas fotografias a preto e branco, acompanhadas da edição do livro “… 20 Anos Depois”, e que estiveram na origem de uma exposição inaugurada nas instalações do Centro de Interpretação da Cultura Local, em Castelo de Paiva, no mês de outubro de 2015.

Em itinerância, a exposição passou, entretanto, por Avintes, Aveiro, Lourosa, Vila do Conde, Leiria, S. Pedro da Cova, Ribeira Grande (S. Miguel / Açores), Vilagarcia de Arosa e Corunha em Espanha e Florianópolis no Brasil. São 20 os retratos que podem ser apreciados nesta mostra, não apenas daqueles que trabalharam no fundo da Mina, mas também de outros que a ela estão indelevelmente ligados, que são fruto da sua estrutura sociocultural e para quem hoje o legado mineiro tem um valor, sobretudo, enquanto memória colectiva. Olhar nos olhos o “Bloca”, o “Chasco”, o “Político”, a “Deolinda do Aido”, a “Emília da Gusta”, o “Casoto”, o “Manel 29” ou o “Pissalho”, é ler em cada um deles o desencontro de sentimentos temperados pela dureza da vida e do trabalho, com jornadas de oito horas e meia por dia, todos os dias, todos os meses e todos os anos no inferno, a mais de 400 metros de profundidade, os pulmões carregados de sílica, a morte sempre à espreita. É “ver caras e ver corações”, a incompreensão e a revolta apaziguadas, mas latentes, a resignação de quem sabe que Lisboa fica tão longe. É mergulhar numa realidade que se vai repetindo de forma cíclica e nos remete para o pesadelo recente da austeridade em nome do défice, as ondas de choque a fazerem-se sentir ainda hoje, tão pouco desvanecidas por uma “geringonça” que não passa disso mesmo. Daqui a 20 anos, alguém se lembrará de fotografar os sobreviventes da troika e verá nos mesmos rostos, na mesma raiva e na mesma aceitação, o Pejão de sempre. Até lá temos Pereira Lopes e o seu olhar sensível e profundamente humano.

Parceria iNstantes Associação Cultural.

Esteve patente de 06 de dezembro de 2025 a 31 de janeiro de 2026

Cantadeiras de Cabreiros - Jorge Pedro

O “Grupo de Cantadeiras de Cabreiros” foi fundado em 1980, na freguesia homónima do concelho de Arouca. É um grupo vocal feminino informal, que canta a três vozes reais: “baixo”, “raso” e “alto”, e que designam por “cantas” ou “modas”. Cantam com o intuito de que estas tradições, de cantar a duas, três ou mais vozes, são o meio ideal para difundir um repertório predominantemente modal, legado da sociedade agrária tradicional de Cabreiros. A preservar a tradição polifónica desde a fundação, o grupo canta sobretudo letras que retratam o trabalho no campo e nas minas de Rio de Frades. Esta exposição tem como objetivo prestar homenagem a estas senhoras e às gentes de Cabreiros, que na sua meninice e juventude, dedicaram toda a sua vida à agricultura e às lides das suas casas, enquanto os seus progenitores trabalhavam nas Minas de Rio de Frades, na exploração do Volfrâmio. Ao mesmo tempo contribui para que não se apaguem as memórias destas gentes e fique um pequeno legado para as gerações vindouras.

Parceria iNstantes Associação Cultural.

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